• Tassi Oliveira

Para onde você vai quando tudo isso acabar?

Atualizado: Mai 4

Sabe aqueles templates do Instagram que você preenche e posta nos stories? Bem, eu vi um que perguntava qual amigo você escolheria para viajar se pudesse ir para um daqueles lugares da lista. Eu resolvi pensar na minha própria lista de lugares e nas pessoas com quem eu iria. O desafio não é fácil para mim. Eu gosto de viajar sozinha. Acho difícil viajar com outras pessoas porque você precisa entrar em sintonia com o outro. Uma boa pareia de viagem tem que saber ceder e tem que estar aberto/a para experimentar. Nada mais chato do que viajar com uma pessoa chata (vamos falar a verdade). O viajar com alguém também pode ser complicado porque algumas vezes pode te impedir de conhecer pessoas. Se você se permitir ficar na zona de conforto. Quando se está só você PRECISA fazer conexões e termina saindo do seu conforto.


Vai ser divertido viajar na minha cabeça pela próxima hora ou duas enquanto escrevo esse texto. Ah, não vou dar os nomes reais, melhor deixar para quem quiser que adivinhe quem é quem.


Mochilão em casa


Amo viajar pelo Brasil. Me dá uma pequena aflição quando penso que tem tanto lugar nesse país para ir e que talvez eu não consiga visitar nem metade durante a minha vida. Meu pai era filho de retirante e ele conheceu muitos lugares. Adoro ouvir as suas histórias (mesmo que já tenha ouvido várias vezes antes) porque me transporto com ele para aqueles lugares e aquele tempo. Só que não, não faria mochilão pelo Brasil afora com meu pai. Com ele eu visitaria Minas Gerais. Encararia estradas e visitaria pequenas cidades pelo interior daquele estado. Buscaríamos pelos sabores e lembranças da infância dele. Aquele doce que ele não se esquece, aquele arroz que só os mineiros sabem fazer, o tutu de feijão, o queijo... Depois nos convidaríamos para tomar um café na casa de algum local. Como se nada. Só para sentir a hospitalidade mineirense. E minha viagem seguiria seu rumo, enquanto meu pai voltaria para casa.


Pelo resto do país, eu me pego pensando em viajar só. Ou dividir cada etapa com alguém. Tenho pessoas queridas espalhadas por esse país e poderia convidá-las nessa jornada por aí. Nessa minha viagem, eu deixaria o Nordeste de fora, simplesmente porque já viajei muito por aqui. De novo, o tempo é algo crucial. Mas eu sei que ainda tenho muito a conhecer.


Então, meu foco seria conhecer o Norte e o Centro-Oeste. Pelo Norte, eu convidaria minha querida amiga que já pediu via DM para chamá-la quando eu fosse me aventurar pela Amazônia. Aquela paulista que se sentiu em casa em Chicago. Imagino que a viagem com ela seria inesquecível, teríamos vários conversas existenciais e falaríamos muita besteira também. Eu quero provar todas as comidas e me aprofundar na cultura que AINDA pulsa e nos lembra da onde viemos. Quero conhecer uma parte da imensidão da floresta e me encantar com a vida vibrante das grandes cidades da região. No Centro-Oeste, quero conhecer o cerrado com meu amigo viajante profissional. Ok, poderia viajar com ele para qualquer lugar do mundo, mas sinto que ele poderia me mostrar o que o encanta naquela região e me deixar encantada também. Inclusive Brasília. Lá, meu lado nerd iria pirar. Brasília é uma viagem que eu pensava em fazer sozinha de aniversário, mas que teve que ser adiada de novo.


No Sul, quem faria as honras seria a amiga gaúcha que Albany me deu. O Sul é um lugar que eu tenho vontade de rodar sozinha também. Encontrar os fios soltos da minha história deixados em Santa Catarina e desbravar as belezas daquela região que parece desconectada, por vezes, do resto do país.


Terminaria a viagem nas maiores cidades do país. Me jogaria em São Paulo e no Rio de Janeiro "sozinha". Claro que só até chegar lá, porque eu com certeza acionaria o grupo mais entediado de 2018 para me ajudar a explorar cada canto das duas cidades. Aliás, aos cariocas do meu coração, convoco-os a me ajudarem a superar meu abusinho do Rio... =)


Mochilão América do Sul


De verdade, é um sonho de vida fazer essa viagem. E eu ainda hei de fazer. Para ela levaria meu querido companheiro. Não sei se seria a companhia ideal para realizar meu sonho, já que eu sempre quis fazer essa viagem sozinha, mas acredito que seria uma experiência importante para nós dois. É uma vergonha dizer que não conheço nenhum país da América do Sul ainda. Não sei se bem vergonha, claro que não nasci em uma família privilegiada, então viajar para outro país era basicamente impossível. Então, descobrir realidades tão distantes seria incrível. Para mim, essa viagem significa conhecer ainda mais da nossa história roubada e assassinada. Ver quantos povos incríveis viviam nessa imensidão de terras e o quanto eles têm para contar. Aprender este idioma que ainda é um mistério para mim, superar minha vergonha do meu portunhol. Me apaixonar pela América Latina. Começaria da Argentina indo até o México. Não sei quanto tempo ou recursos são necessários, mas aqui é um exercício de sonho. E o sonho é livre.


Europa clássica


Quero conhecer os cenários dos meus filmes favoritos. Quero visitar as ruínas e os gigantes castelos. Quero ver as paisagens encantadoras cortadas por pontes e barcos. Também quero viajar pelo interior e me encantar com entardeceres e verdes sem fim. A Europa encantada do nosso imaginário. Para essa viagem idílica, quase, eu convidaria mais de uma pessoa. Adoraria conhecer a Espanha com minha amiga pisciana encantada que já viveu lá tanto tempo atrás. Gostaria de conhecer Alemanha e Países Baixos com uma dupla de amigos: aqueles dois que já encararam viagens comigo (dessa vez ninguém larga a mão de ninguém). Itália, Portugal, França quero desbravar com minha mãe. Uma mulher incrível que se encanta tanto quanto eu (ou muito mais) com o belo e a história. Quero viver tantas vidas dentro de uma mesma vida desde que possa viajar por todos esses lugares. Acaba aqui não... tem mais.


América do Norte que fala inglês


O Canadá é uma paixão minha. Ainda vou voltar a Vancouver e rever aquela cidade que roubou meu coração lá em 2009, mas tem tanto mais a conhecer naquele país de paisagens de tirar o fôlego. É tão clichê e é tão verdade. As montanhas que cercam lagos e têm neve em suas pontas, os belos parques e o povo mais simpático do mundo. Como companhia desta viagem que eu imagino sendo feita de carro (e moto, com certeza, já que meu americano favorito não perderia essa chance) para cima e para baixo dos dois países que falam inglês na América do Norte eu convidaria meu casal favorito, rei e rainha fitness. Já imagino essa viagem que tem reais chances de acontecer um dia! Em alguns pontos, chamaria outros para embarcar na viagem. A amiga parceira de shows de Nação Zumbi entraria na jornada pela costa da Califórnia. A parada em Sacramento é certa já que teria que refazer o tour pelas cervejarias com a família mais querida e expert em cervejas. Aproveitando que perto da minha segunda casa vai inaugurar uma Legoland, teria que mandar buscar a minha família favorita com meu pequeno apaixonado por Legos para descobrir se eu realmente odeio parques de diversão ou não. Tem que ser no inverno para que ele se encante com a neve. Ou perto do inverno, pouco antes dos parques fecharem. E as memórias desses dias já vão se formando na minha imaginação.


P.S.: Sonhar é de graça


Já que sonhar é de graça, eu tirei a manhã do dia de hoje para rodar parte do mundo. O que mais quero é poder ter saúde (e dinheiro) para viajar para todos esses lugares, mas, principalmente, O QUE EU QUERO ACIMA DE TUDO é que todos vocês estejam comigo. Em um momento em que começo a receber mensagens de tios, pais, amigos de conhecidos que não resistiram a essa doença, meu escape é pensar em viagens e em um futuro ideal. Quase dois meses depois do início dessa quarentena, o pior está chegando mais perto. Espero que todos que eu amo fiquem seguros. FIQUEM SEGUROS. Ainda temos muita memória a construir juntos... Já imaginou que massa será?

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