Liberdade de Imprensa e o Governo Bolsonaro + Impeachment do Trump

Esse texto está atrasado, eu sei. Passei uma semana meio offline por motivos pessoais, mas aqui vai!


A imprensa é um dos inimigos do Governo Bolsonaro. Pelo menos é isso o que ele pensa. Hoje (dia 22 de janeiro) pela manhã, Bolsonaro afirmou que iria parar de dar entrevistas, uma vez que ele estava sendo acusado de atacar jornalistas. Segundo um levantamento feito pela Federação Nacional dos Jornalistas, 58% dos ataques aos profissionais de comunicação partiram do presidente em 2019. A atitude só mostra como o levantamento está correto.


Na mesma semana que estes dados foram divulgados, o Ministério Público Federal resolveu apresentar denúncia contra Glenn Greenwald por um suposto envolvimento com os hackers que acessaram as mensagens entre o então Juiz Sérgio Moro e os procuradores que trabalhavam na operação Lava Jato.


Vários pontos chamam a atenção sobre o ataque ao jornalista do The Intercept. A Polícia Federal não encontrou indícios de envolvimento dele com os hackers que o incriminasse de alguma forma. O ministro Gilmar Mendes já havia decidido que qualquer investigação contra o trabalho do Glenn, neste caso, seria um ataque à liberdade de imprensa e proibiu a sequência de investigações. Contudo, mesmo sem indícios e sem investigação, o procurador do MPF Wellington Divino Marques de Oliveira apresentou denúncia contra o jornalista. Por que?


Este procurador anteriormente havia denunciado o Presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, por calúnia contra o ministro Sérgio Moro. O caso foi rejeitado pela justiça logo depois, mas confirma uma tendência pessoal do tal procurador: proteger o Moro ou suas crenças sobre o que é certo e errado mesmo que tenha que ir contra a lei e a Constituição. Acredito que o destino do caso do Greenwald será o mesmo do caso do presidente da OAB, ou seja, o arquivo.


Durante essa semana que passou, o assunto mais comentado na mídia estadunidense foi as audiências no Senado do Impeachment de Trump. Desde terça (dia 21), os senadores estão fazendo suas sustentações a favor e contra a saída do presidente. Saibam que o processo lá é diferente do processo brasileiro, enquanto o processo no Senado ocorre, ele se mantém no poder (no Brasil o presidente é afastado normalmente) e isso faz toda a diferença. Ele mantém uma forte influência nos senadores do seu partido e, como os republicanos são maioria no Senado, eu duvido fortemente que ele seja afastado, por mais evidências que surjam.


Aliás, sobre evidências, um vídeo publicado essa semana me chamou a atenção. Nele, uma pessoa ligada ao seu advogado particular, Rudy Giuliani, gravou um jantar com a presença do Presidente e vários outras pessoas descritas como apoiadoras. No minuto 42 do vídeo, a pessoa que estava gravando começa a dizer que o "grande problema lá, é que nós temos que nos livrar da embaixadora. Ela ainda é da administração de Clinton." Essa embaixadora é a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia. No que se segue, o Presidente diz: "Livrem-se dela. Eu quero que ela saia. Faça isso acontecer". Contudo, eles são pessoas ligadas ao advogado particular do Trump, em que medida essas pessoas podem influenciar na política internacional do país? Esta é a questão que foi levantada pela imprensa norte-americana esses dias.


Quanto a importância disso para o processo do Impeachment, eu digo uma coisa: nenhuma. Dificilmente ele vai sair. O país está estável economicamente, os números de desemprego caíram e não há nada sabido até agora que faça seus apoiadores mudarem de opinião. Acredito que apenas com uma forte pressão do mercado ele poderia ser ameaçado, mas não é o caso. É muito provável, inclusive, que ele siga para um segundo mandato, mas ainda estamos em Janeiro e eu não quero fazer previsões. Seguiremos acompanhando!


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