• Tassi Oliveira

Eu caí num golpe. Assim termina a quarta semana da quarentena


Como estão por aí? Por aqui não sei o que tem acontecido, mas as coisas foram mais tensas. É incrível como são nesses momentos ruins que conseguimos ver o melhor e o pior das pessoas. Enquanto muita gente se une para fazer doações, trabalhar por quem precisa e pensar em estratégias para minimizar a crise que o país já enfrenta, também tem gente que aproveita para se aproveitar de outras pessoas!


E foi assim que eu caí em um golpe duas horas atrás. Enquanto eu esperava o técnico da internet para instalar uma nova operadora, recebi uma ligação informando de que eu teria que pagar um valor x parcial esse mês, já que a fatura não iria vir completa. Todas as células do meu corpo disseram que era mentira, mas a pessoa tinha todos os meus dados. Tudo! Claro que dei o que faltava: o número do meu cartão de crédito. Agora estamos aqui, sem cartão porque tive que cancelar o que tinha. Vida que segue, né?


E segue mesmo? Continuamos tentando viver em quarentena, mas confesso que muito me entristece ver que a grande maioria da população não está levando a sério. E eu não falo aqui de quem não pode ficar em casa, ou quem tem um local para viver inóspito. Eu estou falando de quem mora bem, quem tem condições financeiras e que ainda continua a mesma ladainha do "desliga a Globo que passa". As minhas energias são sugadas a cada discussão com um indivíduo que duvida de tudo. Mesmo que você o bombardeie com ciência, é mesmo que nada (até porque ele/a não se dá o trabalho de ler). É desgastante.


Nessa tempestade, o que tem me mantido sã é o entretenimento. O que eu quero consumir agora é tudo aquilo que não exija de mim esforço mental. Filme água com açúcar, música do mainstream, live de sertanejo (mesmo não sendo fã do gênero), BBB (vai fazer falta mesmo). Trocar memes com amigos, rir das piadas do fim do mundo. Falar mal de Bolsonaro pro marido enquanto ele rebate falando mal de Trump (cada um com seus problemas, né?). E assim ir seguindo.


A irritação, o desconforto, o medo, a ansiedade continuam aqui. Alguns dias mais, outros menos. Adianto o pedido de desculpas se te tratar mal nesse meio tempo. Também trago o pedido de desculpas se já te tratei mal. Os dedos que digitam sem pensar nem sempre são parados a tempo. A boca que fala o que não deveria precisa do filtro perdido.


É em tempos assim que vemos o melhor e o pior das pessoas. Desculpa se você vir o meu pior por aí...


Imagem: Pixabay

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