• Tassi Oliveira

E ele não saiu... novidade?

Trump não foi removido. Até aí, novidade nenhuma. Os Estados Unidos nunca removeram nenhum presidente em seus quase 250 anos de história. O problema, contudo, é que a votação no Senado ocorreu na mesma semana em que o partido democrata realizava uma das suas mais importantes eleições para a escolha do(a) presidenciável, a de Iowa e ela foi uma trapalhada digna de uma republiqueta do terceiro mundo. Sério... foi um show de horrores.


Para começar, o sistema é tão complicado que eu não me atrevo a explicar, mas eles criaram um aplicativo para "facilitar" e acho que esqueceram de treinar as pessoas a usarem esse aplicativo. Em alguns locais, o pessoal não conseguiu nem fazer o download! Depois, por conta de um sem número de bagunças, a vitória demorou muito para ser declarada, porque ninguém tinha mais certeza dos resultados. Bernie Sanders teve a maioria dos votos populares, mas vocês já sabem que voto popular não ganha nem BBB lá nos EUA, quem decide mesmo são os delegados. Aparentemente, Pete Buttigieg teve mais delegados, uma pequena vantagem (26,2% contra 26,1% do Sanders), mas foi suficiente para ele ser declarado vencedor. Warren ficou em terceiro lugar com 18% e o VP Biden ficou em quarto lugar, com apenas 15,8% e foi a grande decepção do caucus.


Trump aproveitou a bagunça para rir da cara dos democratas, claro. Ainda somou a sua absolvição e disse que todo o processo foi forjado e ele ainda ganhou visibilidade extra porque o discurso anual que o presidente tem que fazer no Congresso, chamado State of the Union, também aconteceu essa semana. Bem... como resultado, sua popularidade atingiu nível recorde de 49% e ele está a frente na corrida para sua reeleição. Congrats, DNC!


Voltando o holofote para o Brasil... Os brasileiros que estavam em Wuhan foram repatriados com suas famílias essa semana. Eles devem ficar em quarentena por 18 dias em um hotel na base militar de Anápolis/GO.


Na economia, dólar segue subindo. Para desespero dessa que vos fala. Segundo Paulo Guedes, juros baixo e dólar alto são o novo normal da economia. Eu não tenho propriedade para julgar a fala. Se alguém souber contestar, deixa nos comentários, mas eu não gosto nada, nada de nenhum dos dois. Os juros estão baixos, mas ainda temos um dos maiores spreads bancários do mundo e o dólar alto... nem quero comentar para não chorar.


Fora isso, claro que o pessoal chegou às manchetes por suas frases, como diz a imprensa, "polêmicas" (eufemismo para preconceituosa, ignorante, violenta etc). Guedes (novamente ele) chamou funcionários públicos de parasitas; Bolsonaro chamou secretário pernambucano de cabeçudo; Bolsonaro, ele de novo, deu banana para a imprensa (literalmente) e Damares segue tentando fazer os jovens pararem de transar.


Para encerrar por aqui, hoje é noite de Oscar! Não consegui ver todos, mas o que eu mais queria ver é o que eu gostaria que ganhasse: Parasita. Todo mundo que eu conversei sobre disse que ele é incrível. Acredito que dificilmente esta Academia daria o prêmio máximo a um filme estrangeiro e é bem capaz do ganhador ser 1917, já que eu duvido que um filme da Netflix também ganhe. Uma grande pena, porque 1917 é só mais um filme de guerra. A única coisa boa a ser falada sobre ele é a impressão de que ele foi filmado em shot único. O que nem é verdade. Roteiro e atuações são bons, mas nada comparado aO Irlandês; História de Casamento e, até, Coringa. Dois Papas poderia estar nessa lista também... e, digo mais, no lugar do 1917.


É isso!


13 visualizações1 comentário

©2020 por Tassi Oliveira. Orgulhosamente criado com Wix.com